Tecle mil vezes
O mesmo sentido da mesma palavra
Finja que não me conhece
Mesmo sabendo quem sou
Por baixo de poesias e frases
Diga que sabe quem sou
O doce me tomou
E você estava presente
Quando, em um instante, quis deixar
Quando todas as decisões giravam em seu vem e vai
É loucura, imediata e incerta
Dizer que não me reconheci em seus olhos
Que não desejei marejar o oceano
E me deleitar nas profundezas da alma
Mas a calma me pediu pressa
E eu não sabia, não conhecia palavras
Que me trouxessem de volta
Até onde eu sou a poesia que escrevo
E a tinta que se pinta em minha pele
Quando sou corajosa, faço jus ao que escrevo
Mas o medo me toma
E, mais uma vez, estou diante do que temo
Correr, fugir… lutar
Deveria apenas parar e respirar.