Passadas horas por debaixo
Disso
Por debaixo da árvore
Cujo o vento foi me impedido de sentir
Exatamente onde as almas deveriam estar
De um baque surdo
Para sussurros ensurdecedores
A delicadeza das árvores a florescer
Como um rio parado, sem correr
Somente desejando algo a mais ser
O cheiro disso
Me prendendo a algo inexistente
Com nuvens e sol aparente
A chuva jamais chega, mas o ar carrega algo diferente
Plumas pelo ar
Me fazem pensar
No som ritmado desse lugar
Para onde iriam os sons, se não para os corações?
As letras, os palavreados, as emoções estampadas
Nada, nada fica além desse lugar
Nada fica além do sentimento
De pertencer a algo que nada descreve
Senão os sons.