Sobre a angústia e outros sentimentos difíceis

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É muito comum ouvirmos relatos de pessoas que se dizem angustiadas, com aperto no peito e uma sensação ruim que não sabem de onde vêm ou por que sentem.

Quem já sentiu este mal-estar emocional sabe como é ruim esta inquietação. O desconforto espalha-se pelo corpo por meio de sintomas físicos como sensação de peso no peito, boca seca e taquicardia e se torna muito difícil superar estas sensações e retomar o equilíbrio.

Algumas vezes podemos dizer que este sentimento chega a ser uma angústia necessária, isto é, reconhecer e entender o que se sente é fundamental para a elaboração de conflitos internos e o amadurecimento.

Já em outras situações os sintomas se tornam insuportáveis e precisamos investigar se estes podem estar ligados a quadros que na psiquiatria se denominam transtornos de ansiedade da qual fazem parte as fobias, a síndrome do pânico, o transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), o estresse pós-traumático, entre outros.

A maioria de nós carrega a crença da felicidade completa, ou seja, a idéia da realização perfeita e do estado de alegria constante em que não pode existir nenhum tipo de sentimento considerado negativo.

Mas, é necessário que haja uma desmistificação de sentimentos ditos ruins como a ansiedade e a angústia. Precisamos entender e aceitar que todos os sentimentos são válidos e fazem parte da vida e superar a ideia preconceituosa e errônea de que sentimentos difíceis são perigosos ou sinal de loucura.

É necessário se permitir e aceitar o desconforto de sentir o coração acelerado e as mãos suando, por exemplo, e entender quais situações nos levaram a estas sensações e, a partir disto, aprender a superar este momento ruim.

A angústia contínua e sem explicação aparente pode ser sinal de problemas que necessitam de ajuda profissional, já a angústia esporádica e ligada a fatos ou situações difíceis, dolorosas ou estressantes são perfeitamente normais e podem ser superadas.

O que podemos aprender com estes sentimentos tantas vezes mal-entendidos é que nem sempre o que esperamos que seja muito ruim realmente é e nem sempre o que julgamos intolerável é impossível de ser superado – quantas vezes nos preparamos para tanta coisa e acabamos sofrendo sem que nada do que imaginamos realmente aconteça?

Para incentivar a autorreflexão emprestaremos a frase de Salvador Dali: “tão pouco do que pode acontecer de fato acontece”.

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