Não é tão óbvio
É como metáfora a esfuziar…
A pólvora de meus sonhos
Desta vez, incendiou meu coração
Contando palavras
Como contaria dias trancafiados
O tempo me deu uma chance
Mas a chama alastrou o caminho de maneira fugaz
Os castelos antigos
Teriam algo em comum
Com seu coração:
Normalmente em ruínas
Com um toque de podridão
Não me faça ansiar por escrever
Seu mundo pode cair, e a culpa estará sobre você
Com a boca, sei mentir
Mas na poesia, mentir seria desistir
Do que admiro em profundo almejo:
Ser real e persistir
E quando contei os segundos
A pólvora se alastrou
Fugaz, fugaz… me fazendo perder
O que valeria e corromperia meu ser:
Ser sua para valer.