A docência é a única profissão que exige constantemente a busca pelo conhecimento. Exige práticas pedagógicas e uma autoavaliação sobre a forma como estamos conduzindo a aula. Não bastasse o domínio do conteúdo, ela exige um conhecimento de mundo que somente os professores têm. Exige uma sapiência para lidar com as diversidades de um país democrático. Ser professor, realmente, não é para qualquer um. É por isso que é uma profissão que não encanta mais como fazia outrora. Ninguém quer ser professor porque sabe das condições que eles trabalham e da luta que é trabalhar com educação num país atrasado. Entretanto, estes que reconhecem o ofício e que não desejam que os filhos se tornem professores, poderiam lutar na nossa causa por melhores salários e melhores condições de trabalho.
Não basta apenas reconhecer a importância que o docente tem perante a sociedade. É preciso lutar as suas lutas, viver a sua realidade e digladiar para que este profissional seja mais valorizado nesta balburdia de país e a da sua sociedade imoral. Não precisamos de um quinze de outubro para sermos lembrados. Isto tem que acontecer durante os duzentos dias de ano letivo.
Não precisamos de mensagens de agradecimentos; precisamos que a sociedade seja grata constantemente por estarmos na linha de frente de um país que quer evoluir. Não precisamos que batam continência e nem que escrevam os famosos “textões” em redes sociais. Precisamos do respeito diário, de empatia e da valorização que tanto estamos buscando. Valorizar o professor não é exaltá-lo num quinze de outubro. Valorizar o professor é saber da sua vocação, da sua importância e do tanto que ele se preocupa com os seus alunos. É saber que ele não apenas ensina, mas também traça os caminhos para que os alunos consigam os seus objetivos. Ele guia as almas esquecidas pela família e recupera as perdidas. O professor é uma fábrica de sonho. Que estes quinzes de outubro comecem no início de um fevereiro e termine nos meados de dezembro.
