Ócios & Negócios

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FILÉ DE OURO
Alguns anos antes do golpe de março de 1964, o Brasil surgiu no cenário mundial como grande produtor de carne bovina, ficando próximo de grandes potências no setor, como EUA, Índia, Rússia, Inglaterra e outros. Com o rebanho brasileiro na ponta, surgiram no interior do país grandes pecuaristas, que desmataram os sertões, que na época eram em Minas Gerais, Mato Grosso, Goiás e Paraná. O sul, há algumas décadas, liderava o setor com a criação de gado bovino de corte e leite.

Foi a época de ouro do boi gordo, quando surgiu a expressão ‘rei do gado’, uma referência aos grandes latifundiários, que por falta de braços para a lavoura convencional, ingressavam no gado vacum, que exigia pouca mão de obra para a lida. Muita lenda ganhava a imaginação do povo. Um fato acontecido que pela grandeza do sucesso do protagonista apareceu como lenda e ação de folclore, foi o pecuarista Tião Maia que para muitos era apenas “testa de ferro” de um político de expressão nacional e grande cacique partidário, o que nunca foi provado, impedindo a divulgação do seu nome no presente texto. O nosso Tião Maia era um simples peão de comitiva percorrendo a rota de boi nos estados citados. Ele não comprava nem vendia boi em lugar nenhum, porque não tinha meios para isso. Diziam que era analfabeto. Em um golpe de sorte, observou que os compradores de boi, intermediários dos frigoríficos, compravam os lotes mais apresentáveis das boiadas, desprezando as cabeças magras e de aparência comprometedora. Foi quando o Tião entrou no vácuo do mercado, depois que o fazendeiro vendia o gado e ficava com o mico na mão, ele entrava na fazenda para comprar o resto do gado rejeitado. O criador não queria no pasto um gado sem aparência, porque estava para começar uma nova safra de gado de corte e não via a hora de se livrar daquelas reses. Para tanto aceitava a oferta do Tião, que pedia um prazo para pagar a compra. Como ele honrava a dívida em pouco tempo, ganhou a fama de honesto e transportava os bois mirrados para pastagens arrendadas pagas com parte das reses engordadas. Em pouco tempo o Tião tornou-se o rei do gado, devido o alto lucro que obtinha pelo seu método de negócio. A fama foi tanta que a venda do gado pelo produtor era sujeita à consulta do preço do Tião. Por conta do seu analfabetismo, que logo foi invertido para esperteza, ele, ainda mais lendário por não saber fazer conta, ao contar os bois, o fazia pelas patas, depois de contadas de quatro em quatro, dividia o resultado por quatro e tinha a quantidade de animais exata. (Um dia de 1970, Tião vendeu tudo e foi para a Austrália, onde comprou fazendas de criação de gado, lá foi rei e de avião corria suas terras).

MERCADO
Bill Gates vai às compras! Sua empresa, a Microsoft, comprou uma empresa tecnológica especializada em jogos eletrônicos. Com a aquisição, Bill se tornou dono de uma empresa, terceira maior do mundo no setor. Fora a Microsoft, que continua lá, firme e forte, maior do mundo. A comprinha foi de 68 bilhões de dólares (para nós, 380 bilhões de reais). Eu não queria ser o comprador e nem o vendedor dessa transação, bastava-me ser o corretor e ficar com uma comissãozinha do negócio.

FUTUROLOGIA
Quando a gente era da diretoria da “Associação”, nome carinhoso pelo qual era conhecida a Associação Comercial e Industrial de Monte Alto, após uma reunião de associados, foi aprovado nosso projeto de abreviatura do nome para ACIMA, que sugeria mais alto, uma alusão à citação latina do brasão da cidade “Semper altius”.
O nome ficou e ilustra até hoje a identificação da entidade. Apenas para registro, a “Associação” estava desativada e desacreditada, falava-se dela e ninguém queria fazer parte de uma reativação. Em resumo, um grupo pequeno aceitou o desafio e o sucesso, com a ajuda de cada um e do tempo, surgiu na realidade empresarial do município. Parafraseando Júlio César: viemos, vimos e vencemos!

COLHEITA
A agricultura na república brasileira é o motor do comércio. Com o pensamento nessa realidade, a diretoria da “ativa” da Associação, numa reunião daquelas que dois decidem e o resto fala amém, resolveu enveredar-se pela seara alheia, isto é, sugerir ao pessoal da agricultura dinamizar o mercado de um produto conhecido da cidade – a cebola. Era básico: tornar a cebola local mais conhecida e através de uma publicidade mostrar que era a melhor. Logo na primeira sugestão veio a polêmica e o descrédito. Foi a de etiquetar cebola por cebola coma marca individual do produtor e fechar com um “slogan” – é de Monte Alto. Não é preciso dizer que os poucos que estavam presentes rejeitaram a tese e ainda taxou-os de loucos.
Nosso projeto de integrar a cidade via produção afundou na primeira braçada. No encerramento da reunião, agradeci a presença e disse: Oxalá isso não seja um abraço de afogados! A Argentina não etiquetava as cebolas, apenas as maçãs – uma por uma. Na época, a produção de maçãs deles era 10 vezes mais de nossa cebola, a etiquetação dava muito trabalho e gerava alguns empreguinhos! Foi de chorar!

SENTIMENTO
Um aviso sentimental: não é possível amar de paixão. Quem afirma tamanha idiotice não ama e não é capaz de se apaixonar. O amor é uma manifestação egoísta e a paixão é um ato de submissão. Se fosse possível abrigar os dois na mesma pessoa, ao mesmo tempo, o resultado seria um suicídio sentimental.

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