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ALTAR CÍVICO
A sede do Capitalismo certamente fica no Inferno de Dante ou nas imediações. Os seus filhotes conhecidos como juros mudam de endereço conforme determinam seus tutores, os banqueiros humanos. Quando não cumprem suas funções de padrastos, os juros são adotados pelos Agiotas, que não são humanos. Dante na sua obra prima, a Divina comédia, coloca no sexto inferno, o pior deles, cuja estadia é a eternidade, os agiotas que todos os dias são sorteados entre os milhares, um grupo seleto para um almoço com o capeta. Foi assim que surgiu a tese de que não existe almoço grátis. O banquete movido a filé de pobre, com molho de santo e salada de proletário, é pago com o cheque pré-datado, nota promissória vencida, duplicata protestada e bens confiscados das famílias devedoras, entre eles o fogão, a mesa, os talheres e os pratos. Agiota também gosta de levar a comida do devedor, sem esquecer o sal, o açúcar e o café. O leite materno, não considerado um produto de confisco, o agiota clássico leva o bebê e deixa a mãe para alguma ação mais “nobre” se o pagamento da dívida não acontecer em até 24 horas.

O agiota tem seu lado bom, não se importa em chegar no espólio depois dos bancos.

Fica uma dúvida milenar: quem apareceu primeiro o banco ou o agita? Quem foi criado primeiro, o Diabo ou o Capitalismo? Karl Marx acreditava que ambos eram gêmeos. Na mesma maternidade nasceram as religiões que emprestam a Fé e cobram, na forma de juros, os rituais das submissões nas Casas das respectivas divindades. Os que pagam mais são os pobres que acreditam no impossível na espera dos milagres.
Na porta do inferno de Dante Alighieri se lê a inscrição: “Deixai aqui suas esperanças, jamais serão alcançadas”. (Ele não faz menção ao Brasil, era italiano e se importava apenas com sua Beatriz, que colocou com ele no céu).

MAJESTADE
O senso político do nosso nacional, conhecido como brasileiro, aquele que é sem nunca ter sido, sempre foi abaixo de zero. Os ditos cidadãos municipais ficam com o troféu. Não faz muito que nas cidades acreditavam que a autoridade máxima era o Juiz de Direito, que tem seu poder limitado à lei, nada mais, porque se não cumprir a lei ou ultrapassá-la, se tornará réu (Vide Moro, aquele juiz italiano, eu heim?) Depois do juiz era a vez do Padre, isso mesmo, o Padre, sua autoridade era incontestável, tinha o poder de excomungar, uma exclusividade universal. Em 3º lugar vinha o Prefeito, depois o Promotor de Justiça, em seguida o Delegado de Polícia e no último lugar, o Vereador, que a sabedoria municipal dizia que para o cargo qualquer um servia, porque não faziam nada mesmo! Os conceitos mudaram: a Internet manda!

VOTO SECRETO
Quando Monte Alto era pequena (20 mil habitantes) seus habitantes eram grandes. Grandes o quê? O Cartório Eleitoral era numa sala do Fórum, o chefe era Jorge Abuassi. Ele gostava de convocar o mesário, os eleitores novatos, sempre como auxiliares e as “cobras criadas” como secretários e presidente da mesa. Eu participei várias eleições da mesa. Era uma ironia atrás da outra, os leitores pediam uma dica para votar, os mesários ficavam calados, temendo que fosse um fiscal de partido. Certa vez surgiu o boato que uma eleição estava comprada. Um leitor entrou, apanhou a cédula e perguntou: Quem é o tesoureiro? (Pano Rápido…).

MÉRITO
Não foram uma, nem duas ou três – foram muitas – ao vivo ou por telefone, leitores perguntando o segredo para escrever como eu. A resposta era sempre a mesma.
O que você faz na vida? Todos respondiam: sou mecânico, balconista, bancários, vendedor, comerciante, estudante outras atividades. Esse que vos escreve observava para cada um: continue fazendo isso!
A redação nos vestibulares é uma farsa e totalmente inócua, um mero placebo. Não vai ensinar texto criativo e literário para ninguém. Vai conseguir a aplicar com esmero a gramática, seja o estilo que desejar, como foi dito o texto é criativo, e criação é arte. A faculdade de jornalismo, por exemplo, ensina o texto jornalístico quando o profissional tentar a criatividade, acreditem, o êxito não foi o estudo, o dom existia, foi apenas acordado do sono – em certos casos, melhor continuar dormindo. Com exceção do advogado, qual é o profissional formado na universidade, médico, engenheiro, dentista e outros que fazem uso da redação no modelo dos cursinhos. Quanto ao conselho para redigir bem, uma dica: redigir é dom, técnica e arte. Sem os três, o bom é continuar leitor!

LETRA MORTA
No texto escrito não se permite a Ironia. Não há como o leitor interpretar a intenção do redator – ele apenas lê o conteúdo formal. Na oratória a Ironia pode fazer a diferença entre o sucesso e o fracasso de um orador, nas palestras, é claro, porque o texto radiofônico sofre, como o impresso, a falta de sentido. Na TV e agora no vídeo digital, a Ironia é bem-vinda, isto é, depende do intelecto de quem está à frente vendo a mímica e ouvindo o tom de voz e sua mudança irônica.

POLITIKE
O voto é secreto, se revelado ou confessado para o candidato selecionado, torna-se uma ação ridícula e despolitizada. O voto tem seu lado lúdico e responsabilidade civil, porque o eleitor não vota nele mesmo, mas em alguém que poderá corresponder às suas expectativas de cidadão.
Uma vez um eleitor disse-me em quem tinha votado para vereador. Como ele tinha cometido o erro, eu o fiz completar, perguntei o porquê. Leiam a resposta com atenção, foi verdade crua e nua: “entre todos os candidatos, ele um dia parou o carro para me ajudar a trocar meu pneu furado”. Não aguentei e fui a ironia: ele é candidato a vereador ou a borracheiro?

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