O sono, digo sonho, de Porfírio

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Porfírio sonhou com estas terras. Sonhou com um monte alto. Fernandão poetizou as matas, serras e cachoeiras. Quantos boêmios por aqui passaram, cantaram e cantaram nos botequins das esquinas! Na terra do sonho, quantos sonhos foram concretizados aqui e quantos ainda sonham em concretizá-los! Este escriba que voz escreve é gonçalense, mas o coração, a alma e a história são de um montealtense. Esta terra tem palmeiras onde cantam sabiás, maritacas, pardais. Aves que gorjeiam seus cânticos enaltecendo seus montes, pés de serra e suas cascatas. Nossos céus têm mais estrelas, porque os arranha-céus não arranham nada e são a minoria. Terra de primores e de amores construídos nos bancos das praças. Estas que possuem flores e vida abrilhantando os domingos em família.

À noite, tudo é tranquilo exceto o tudo. O nada acontece quando há tudo para se fazer. Talvez seja este o fato de procurarem pela jabuticabeira nos finais de semana. Talvez! Os prazeres que aqui encontramos é desfrutar o silêncio. Para ouvir o canto do sabiá? Talvez! Creio que ainda estamos vivendo o sono, digo, o sonho de Porfírio. Tudo parece um sonho, entretanto, sem pesadelos. Se Deus me permitir morrer aqui, farei jus ao sono, digo, sonho de Porfírio de exaltar estas terras. Espero, apenas, que haja espaço para que enterrem este invólucro material. Nada mais justo ser velado onde fui criado e não nascido. Perdoe-me os gonçalenses.

Esta terra tem palmeiras, sua religiosidade e as infindas quermesses. É perceptível o investimento no comércio, porque há salas e mais salas vazias por aqui. As oportunidades são muitas, o que falta é mente de empreendedor. Terra de riquezas e encantos mil, terra de São Paulo e do Brasil. Terra abençoada pelo Bom Jesus onde a educação das pessoas é digna de aplausos, isto é, quando decidem aplaudir. Mas esta disposição é limitada. Aqui nada que se cria se vai longe, pois o povo é exigente. A belíssima praça central é um verdadeiro santuário de paz e amor. Às vezes até me pergunto se há mais santuários como este que centraliza toda a sua cultura num único lugar.
O povo é amigável, porém, às vezes, diz absurdo e tem alguns comportamentos que não são condizentes com o “status” que carregam. Esta terra é assim: amada para se viver e trabalhar. Às vezes, perde-se em si mesma: no comportamento, na falácia e na língua. Eu a amo!

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