O ser humano aprende a amar se decepcionando com o amor. É nas decepções que aprendemos como sermos melhores nas relações que virão com o tempo. Vamos educando o nosso coração, edificando a alma e lutando contra uma carência que nos leva a mais uma desilusão amorosa. Entretanto, quando encontramos alguém que balança a nossa estrutura, imediatamente começamos a nos educar. A gente se policia em não cometer atos falhos, em não sufocar, em não prender, etc. Ao mesmo tempo, aprendemos a não entrar em relações abusivas, a não nos entregar por um alguém qualquer e, acima de tudo, a nos valorizar.
O amor também educa. Ensina-nos a sermos pessoas melhores nas relações conjugais e, consequentemente, a encontrar alguém que possa nos tirar do chão. Quando isso acontece, ambos devem ter a sabedoria para que o relacionamento dure e perdure. Todo individuo, numa relação, deve ter o seu espaço respeitado. Às vezes, só quer ficar na companhia da própria solidão. Um casal deve se declarar diariamente. Deve expor o que sente, deve dialogar e não levar problemas do trabalho onde se reina a paz, o amor e o aconchego.
Não compre rosas; compre begônias. As rosas duram pouco tempo; as begônias vivem mais quando são tratadas com a mesma intensidade que se trata o amor. Poetar é necessário para se tirar o sorriso do rosto. Dançar ao som da bossa nova, principalmente quando se toca Vinícius, João Gilberto e Jobim, é colocar em consonância os corações enamorados. Um bom vinho, um bom filme e um aconchego são sempre bem vindos para fortalecer a união. Estas palavras não soam como um conselho amoroso. A educação pelo amor começa, na verdade, no amor próprio. Cultivando-o, atrai-se o amor que deve somar na vida da gente. E tudo o que soma como matéria e espírito devemos manter por perto. As diferenças existem, é óbvio. Porém, saber educá-las e respeitá-las é o primeiro passo rumo à felicidade.
