Minha Terra e sua Gente

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Nesta edição decidi homenagear o meu amigo Domingos Colatrello Neto, o Mingo (in memorian).
Viveu neste planeta de uma maneira simples e fiel aos seus amigos. Embora paulista descendente de Italianos, tinha uma maneira mineira de ser. Calmo, meigo, falava baixo, sempre educado. Tive a oportunidade de entrevistá-lo para registrar sua história nesta coluna há anos atrás.
Mingo deixou uma lição de humildade, gratidão e perdão para muitos. Ficará a saudade…

E por falar em saudade…Mingo Colatrello I
Domingos Colatrello Neto, ou simplesmente Mingo, ou particularmente, meu já saudoso amigo Mingo. A família Colatrello é uma das mais tradicionais de Monte Alto, é conhecida pela força do trabalho, principalmente por sua honestidade, e como todos bons italianos, bravos quando necessário. Certo dia, como faço nessa coluna, fui entrevistar meu amigo Mingo Colatrello, para que ele contasse um pouco da sua história. Mingo me recebeu cordialmente, junto à sua esposa Regiane, com aquela educação e humildade que lhe eram peculiares. Começou a narrar sua história ao lado da sua fiel companheira, que ficou até os últimos momentos de sua vida ao seu lado, inclusive na hora de sua despedida desta vida perene.

E por falar em Saudade…Mingo Colatrelli II
Mingo contou que começou trabalhar muito cedo com oito anos de idade como engraxate, tinha alguns clientes fiéis entre eles: o Comendador Castro Ribeiro, Zacharias de Lima, Dr. Raul da Rocha Medeiros e Zé Pizarro entre outros. Depois foi crescendo e foi trabalhar na CRAI, com Donato Sorgini e Rocco Romanella, com Nitchia e depois abriu uma oficina no posto da família Bahdur, quando chamou seu amigo de infância, o Fio Preto, e juntos progrediram no trabalho, compraram um sítio na Tabarana e também montaram um barracão de frutas que ficava onde hoje é o Turcão, que por ironia do destino e indicação do então vereador Júlio Raposo do Amaral Neto, o local hoje leva o nome do seu amigo e sócio Benedito Aparecido de Carvalho.
Mingo, na sua humildade, me contou que foi um dos pioneiros no Ceagesp em São Paulo. Lá ele adquiriu o Box 16 para onde mandava frutas; mandava também para a Citrusuco. Em seu negócio, empregava muitos funcionários, me disse que o Neno Bolognini era um jovem muito trabalhador e fazia parte do seu quadro de funcionários. “Eram tempos difíceis, Alencar, a estrada de terra ia até Campinas, quando chovia muito a gente levava até meio dia para chegar em Matão”, contou ele na ocasião.

O Mingo fundador do Imparcial
Domingos Colatrello foi também um dos fundadores deste jornal a convite de Romeu de Oliveira, Romulo Pereira Martins, Adilson Thiezerini, que o chamaram para comprar a gráfica Comtol. Naquele tempo, anos 60, tinha o jornal A Comarca que havia sido desativado e eles montaram outro jornal que decidiram dar o nome de O Imparcial, que hoje presta esta homenagem através desta coluna a um dos seus fundadores com muito orgulho.

O Mingo festeiro
Meu amigo sempre me contou sobre uma festa, de 1965, que foi presidente juntamente com a Dona Jandira Correa de Paula Eduardo. Foi a primeira festa fora da praça, um grande sucesso, festa abençoada muito shows, bandas de todas as Cidades vieram tocar. Trouxe a maior atração daquela época, Vicente Celestino, que era conhecido pelas suas belas canções e sua forte voz que contagiava multidões. O artista entrou nas barracas cantando sem microfone e as pessoas foram ao delírio principalmente, as mais jovens.

O Mingo galã
Lembro que perguntei a ele essa história de galã dos anos 50 e 60. Ele sorriu docemente na sua simplicidade e me disse: – sabe, é que antigamente tinha muita festa, circo, e aí, certa vez veio um circo para cá e tinha uma moça muito bonita, loira, que se apresentava e todos os rapazes ficaram louco por ela. Aí eu estava com minha namorada porque eu tinha ido lá a convite do meu amigo Antonio Sudano, o leiloeiro da época. Aí, a moça dançava e parava em frente a mim e ficava me olhando. Então minha namorada disse: – eu vou me embora! E começamos a discutir e o meu grande amigo Sudano acalmando os ânimos (risos). Depois o circo foi para Taquaritinga, aí ela veio me procurar e falei para ela que era comprometido.

A TRISTE PARTIDA
Domingos Colatrello Neto, o nosso Mingo, partiu neste dia 27 de setembro, mês da chegada da primavera. Mingo era como os lírios brancos dos campos, que só reproduzem beleza e exalam perfume. Foi casado pela primeira vez com Percilia Pereira de Sousa, com quem teve dois filhos: Werllington e Wagner (in Memorian). Depois casou-se com Regiane Eliná Verá Brás, que o acompanhou até o seu último suspiro, ficando ao lado do seu caixão até a hora de ser enterrado. Meu amigo ultimamente estava com Alzheimer.
Mingo era um homem temente a Deus e um dia disse para mim: – por mais difícil que esteja, por mais que soframos, temos que acreditar e ter Fé em Jesus. Me falou naquela tarde da entrevista sobre Fé e me disse: sob os braços de Jesus viverei até morrer.
Te homenageio, meu amigo Mingo, com a letra da música que Vicente Celestino cantou naquela noite do dia 6 de agosto de 1965: “Porta aberta, nunca mais hei de esquecer, és o bem que me conduz desde o berço até morrer”.

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