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RUAS DESERTAS
Estou na cidade de Monte Alto, interior de São Paulo, como na maioria das cidades do Brasil, esta imagem é da Rua Nhonho Livramento, a Rua do Comércio, como a chamavam os mais velhos, rua do centro ou rua do comércio como falam os jovens hoje, sendo ela a principal rua financeira do município, onde estão a maioria dos principais comércios e mercado financeiro, Bancos etc.
Mesmo se tu sair agora nas ruas de qualquer cidade do País, com raríssima exceção, não encontrará um cenário diferente e desolador como este. Lojas fechadas, comerciantes agonizando para pagar suas contas, já que não tem movimento para comprar. Em resumo o cenário é terrível, sem quase ninguém na rua. Esta, infelizmente, é a situação que se encontra a cidade, o Estado e o Brasil, que aliás, faço questão de registrar aqui nesta coluna, hoje dia 10 de março de 2021 é o país do mundo que mais morre gente por Covid-19 e que mais contamina, e que infelizmente, proporcionalmente à sua população é também o que menos tem vacinas para o seu povo, ou seja, o epicentro da pandemia mundial da Covid-19, o que está causando esta situação com hospitais sem vagas em UTI para doentes deste vírus terrível, o que força governos Estadual e Municipal a tomarem esta decisão de fechar o comércio, infelizmente.

Rua Nhonhô Livramento: Quem te viu Quem te vê
A Rua Nhonho Livramento sempre foi, desde a existência de Monte Alto, sua principal rua.
Lembro-me de uma entrevista que fiz com um dos mais respeitados e antigos farmacêuticos do município, Sr. João Thiago de Camargo, e ele me contou que era mocinho e via Nhonhô Livramento (in memorian) andando em seu cavalo de raça branco, com seu chapéu de fazendeiro. Tal rua, depois de sua morte, ganhou seu nome. A principal rua de Monte Alto, hoje quase vazia, de pessoas tem muita história para contar.

A rua dos desfiles
Alguns dos leitores desta coluna devem pensar: “caramba que tem a ver o coronavírus e a rua Nhonho Livramento”. É porque só ele conseguiu tirar o brilho da rua, de seu comércio e de sua história.
Foi nesta rua que os Blocos e a Escola de Samba “Linda Flor” desfilaram no carnaval; foi nesta rua que todo Natal, durante décadas, a ACIMA – Associação Comercial e Industrial de Monte Alto, juntamente com a Prefeitura, promovem grandes desfiles, foi ainda nesta rua que um dia chamei meu amigo Daniel Palma para colocar caixas de som nos postes e começamos a tocar músicas natalinas e trazer de volta os correios elegantes dos tempos de outrora, usados nas quermesses do passado, movimentando a juventude que só tinha ouvido falar disso pelos seus pais e avós. Hoje existe até uma rádio chamada Rádio Central, resultado da semente que plantamos lá atrás.
Foi em um carnaval que meu amigo Paulinho Oliver teve a ideia de colocar caixas de som e tocar as músicas de carnaval. Foi na Nhonhô que eu meus amigos Antonio Bazon (in memorian), seu irmão Fenando Bazon e Paulinho Oliver, fizemos o primeiro e talvez o único Réveillon em uma passagem de ano, divertindo o povão se divertiu a noite toda. Foi na Nhonhô, nesta rua fantástica, que desfilou o Fantástico (bloco carnavalesco) idealizado pela família Colatrelli.

A rua e os aniversários de José Pizzarro
Certa vez, entrevistando a ex-primeira dama, Dona Eliná de Camargo Rodrigues, ele contou um fato que me deixou impressionado. Ela disse: “sabe Alencar, o meu padrinho José Pizzarro (ex-prefeito, in memorian), quando fazia aniversário, saia da casa dele que ficava no começo da Rua Nhonhô e descia pela rua tocando violão e cantando, e o povo seguia ele também cantando junto, formando uma multidão. Era uma seresta de muitas vozes, você ia gostar de ver, rapaz! Era uma coisa contagiante, emocionante”. Quando me lembro, dá muita saudade.

O drama dos comerciantes
Peguei minha máquina e fui registrar a solidão da rua do comércio ou da Nhonhô, como queiram chamar. Me deparei com uma cena que deu muita tristeza e a foto fala por si só. O comerciante de carros, o “garagista” Durval Maida, dentro da sua loja fechada, com os braços pendurados nas grades da loja. Me aproximei e ele me disse: “Não é justo Alencar, ou fecha o comércio para todos ou não fecha. Agora, só porque o cara coloca no CNPJ que vende paçoca, embora venda outras coisas, também, pode abrir? Enquanto outro, como é o meu caso, fica preso? Você está vendo, estou com as minhas portas fechadas. Não acho ruim se é para colaborar com a saúde de todos vamos colaborar, concordo plenamente. Agora, o que não pode é uns abrirem e outros fecharem. Aí não, pois o sol é para todos assim como a lei”, desabafou Durval.

Desfile cívico – este ano terá?
O Desfile Cívico, que sempre foi tão esperado pela população na Rua Nhonhô Livramento provavelmente neste ano de 2021, assim como em 2020, também não ocorrerá, infelizmente, devido à situação da pandemia do coronavírus.

Gente que lê a gente
Dia desses, estava indo para a sede do jornal a pé, quando de repente avistei a proprietária deste semanário, Denise. Parei, claro, para conversar com ela e pedir uma carona, e foi aí que veio a surpresa, pois ela estava conversando, com uma das melhores professoras que Monte Alto já conheceu, a professora Zaruhi. Sempre simpática, disse gostar muito de ler esta coluna, elogiando a maneira simples e objetiva como este jornalista escreve. Eu confesso que fiquei muito lisonjeado por vir de uma pessoa tão culta esses elogios e justamente na frente da ‘chefe’.
Obrigado professora Zaruhi pelas palavras. Eu é que fico grato por ter a senhora como minha leitora. Continue nos prestigiando!

 

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