José Carlos Verone: de menino da roça a professor do Senai

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veroneJosé Carlos Verone nasceu na Fazenda Cascavel, em Monte Alto, no dia 25/04/1949. Filho de Domingos Verone e Palmira Graciolli Veroni, tem sete irmãos: Odoraci, Osvaldo, João e Laerte (in memoriam), Dalva, Lúcia e Ézio. Casou-se com Regina Maria Xavier e tiveram duas filhas: Patrícia (in memoriam) e Priscila. Tem uma neta, Clara. Cursou até o quarto ano, tendo iniciado os estudos na escola em Ibitirama e teve como mestre a professora Oraíldes Barroso. Em seguida, passou a estudar no Grupão, escola Dr. Raul da Rocha Medeiros.

 “Meu primeiro emprego foi aos 12 de idade com o saudoso Nelson Zaupa, eu o ajudava a fazer tapeçaria em “jardineiras”, que na época eram do Chico Tobias. Despertou em mim a paixão pela área mecânica e eu fui trabalhar na oficina da família Buzeto, junto com o Alcides, o Luis e o Dito, que ficava onde hoje reside a professora Terezinha Ulian. A convite do senhor Nestor Takahashi, eletricista de automóveis que, conhecendo meu trabalho, me chamou para trabalhar com ele, e eu fui. Mas ele mudou-se para Rondônia e eu, aos 18 anos, fui tentar fazer carreira em São Paulo. Trabalhei como gerente durante 18 anos em uma concessionária de automóveis, a Pompeia Veículos, firma da GM e em 2004, me aposentei. Na época em que eu trabalhava na concessionária participei de muitos cursos técnicos e num certo dia, eu e meu patrão tivemos a iniciativa de montar cursos de mecânica voltados para mulheres. Quando me aposentei, retornei a Monte Alto e dei continuidade à área mecânica, e trabalho na prefeitura municipal há mais de seis anos na parte de manutenção dos veículos”.

Cursos de mecânica para mulheres e também para menores na FEBEM – “Com o intuito de agregar conhecimento em mecânica às mulheres e aos motoristas, começamos a desenvolver um curso básico, onde ensinávamos noções de como trocar um pneu, manusear um parafuso e muitas outras dúvidas que surgiam. Fizemos também um trabalho social na FEBEM do Tatuapé, dávamos aulas para os adolescentes presos, e isto repercutiu em jornais, TVs e rádios”.

Professor no SENAI – “Eu tinha muita amizade com o saudoso Gilberto Morgado, e num encontro, ele me convidou para trabalhar no SENAI. Em sua gestão de prefeito, montamos uma escolinha de mecânica, que você Alencar, teve a oportunidade de conhecer. Ensinávamos os meninos na parte mecânica e elétrica de um veículo e as oficinas os contratavam. Passado um tempo, no governo da prefeita Silvia Meira, ela procurou minha diretora, na época, a Idalena Gibertoni para indicação de uma pessoa, a fim de tomar conta da frota da prefeitura. E eu fui o indicado por ela e permaneço até hoje”.

Lembranças: infância e juventude – “Primeiramente sinto saudades do ‘Footing’, realizado na praça, quando as moças ficavam paradas e os homens andavam em seu entorno para flertar, isto é, paquerar. Outra lembrança que tenho é das procissões religiosas que eram feitas na cidade. Os Cines Guarani e São Jorge fizeram parte da minha juventude, e sinto muitas saudades da época. A Festa da Cebola, que era muito bem frequentada, com expositores, competição de agricultores. Também do tempo e da simplicidade da época da adolescência, quando eram comum o transporte em cavalos e charretes, das Festas Juninas, da Festa de Nossa Senhora do Rosário da Pompeia, em Ibitirama… tudo isso fez parte da minha vida”.

De aluno a mecânico profissional – José contou para este colunista, que muitos alunos do SENAI de Monte Alto continuaram na profissão, citando alguns que trabalham em empresa de retífica e também o orgulho de ser padrinho de outro que foi seu aluno há mais de 10 anos.

Fazenda Cascavel – “A fazenda Cascavel era um marco entre Monte Alto e Ibitirama. Funcionava como uma colônia, de propriedade da família Cícoli. A estação de trem recebia os vagões que vinham de Jaboticabal, passavam pela Graminha, Ibitirama e tinha uma bifurcação para Taiúva e Vista Alegre. Nesta estação, os funcionários da Turma 1, parada 2, paravam ali. Os trens paravam também onde fica o Aeroclube, que até hoje estão as duas casas de madeira. Nesta parada os trens se dividiam em zig-zag, na serra do bairro rural Homem de Melo, aonde um ia para Taiúva e outro para Vista Alegre”.

Padula – O grande comprador – “Existia em Ibitirama, onde hoje está localizada a indústria Cepêra, um comerciante chamado Padula. Ele comprava uma grande parte do que era produzido nas redondezas do povoado. Havia também as mulheres que faziam balaios com tiras de bambu e as vendiam em Ibitirama e para o Padula”.

Mensagem – “Falo para os jovens que busquem uma profissão, sendo honestos e féis com o próximo, dizendo sempre não às coisas ruins da vida, como vícios e mentiras”.

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