Infância perdida

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Fico pensando no tempo que as crianças perderam durante esta pandemia. Fico pensando o quanto deixaram de ser crianças, de serem pássaros livres voando sobre os campos, sobre estes castelos de pedras que nos cercam e o quanto da liberdade em ser criança foi prejudicada. Confinaram-nas numa bolha chamada de tecnologia; outras, nem isso. Nos lugares mais remotos socialmente deste mundo afora, crianças sem acesso à comunicação, à educação e à informação nem sequer sabem que estamos vivendo numa pandemia por estarem isoladas ( ou esquecidas ) pelo mundo moderno. Muitas ficaram ociosas por não terem condições financeiras em gastar o tempo com internet e tecnologia. Outras presenciaram ( presenciam ) ou conviveram ( convivem ) com a violência, o abuso e com o linguajar grotesco utilizado por aqueles que o (des)educam. Imagine, nesta pandemia, a quantidade de órfãos! Quantas crianças voltarão à escola sem a companhia de um pai, de uma mãe ou, tragicamente, sem a presença dos dois! Dói só de pensar que tudo isto é uma realidade.

Entretanto, ao mesmo tempo, fico pensando no quão difícil foram nos anos nebulosos aqueles da Primeira Guerra, da Gripe Espanhola e da Segunda Guerra. Nesta última, crianças andavam sobre os corpos, eram tiradas de suas casas, dos seus pais, dos seus irmãos: trabalhavam forçadamente nos campos de concentração e muitas delas fizeram filas para entrarem nas câmaras de gás, persuadidas por um dia de banho e roupa limpa. Passe o tempo que for o sofrimento é carnal; sendo carne, é eterno para a humanidade e efêmero para o homem. Outras pandemias surgirão, guerras acontecerão e as crianças serão as vítimas da truculência do homem de carne, mas protegidas pelas mulheres e homens de espírito.

O que nos resta é ensinar a resiliência e a empatia: empatia para dizer que já houve tempos piores, situações piores e muitas outras infâncias perdidas ou, até mesmo, apontar aquelas que nunca tiveram infância; resiliência para mostrar que estamos sujeitos a quedas e vitórias, a dores e tristezas e a alegria e felicidade. O homem se fortalece na dor e não no amor. Mesmo que não entendam sobre a dor, é preciso ensinar que sempre após uma tempestade vem a bonança e que toda bonança vem com ares de sapiência e sabedoria.

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