Estamos em guerra

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Ao redor do mundo, vemos a triste realidade dos países que se digladiam por terras, crenças e outras bestialidades. Aqui, a nossa guerra não derrama sangue, mas suor. Não derrama impérios, mas frustrações. Estamos guerreando com um inimigo que aos poucos vem tomando conta dos espaços escolares, dos lares, do cotidiano. A escola vem perdendo este conflito há tempos. Já não temos mais voz para defender a quem estamos ensinando. Não é uma guerra dos professores, mas sim do aluno. A docência, diariamente, vem mostrando o caminho obscuro que tem causado em cada discente, entretanto, não está adiantando. Eles querem usar seus fones, assistir aos seus vídeos, jogar seus jogos, enquanto falamos com as paredes. É uma realidade deplorável que o professor enfrenta. Eu temo que um dia esta situação seja irreversível.

No conto “ O espelho” de Machado de Assis, o personagem Jacobina explana que o indivíduo possui duas almas: a exterior e a interior. A alma interior é aquilo que somos por essência; a exterior, a que mostramos para a sociedade. Eu já não consigo mais enxergar a alma interior na maioria dos meus alunos, porque eles estão perdidos em mostrar o que não são e isto está os deixando doentes. Estão presos numa caverna de Platão moderna: nas telas do celular. Seus sentimentos e emoções se confundem com a utopia das redes, aliadas à alma exterior. Confundem-se com o que é real e o que é fantasioso. Não conseguem diferenciar o fato, a verdade e a mentira. Perdem-se em si mesmo e nos absurdos que os pseudointelectuais, intitulados de “ influencers”, vem mostrando com suas falácias distorcidas e de pouco conteúdo. E nós, os professores, estamos no meio do fogo cruzado tentando trazê-los para a realidade do qual se perderam há tempos. Estamos, constantemente, puxando-os pelos braços para que saiam da beira deste abismo.

Confesso que, às vezes, ficar no meio do fogo cruzado cansa. A vontade é agir como fez Pôncio Pilatos. Todavia, nem sempre eles têm culpa. Há uma família por trás de toda esta guerra. Algumas são condizentes, porque é mais fácil terceirizar a educação do filho do que lidar com o trabalho de educar. Os pais estão levando seus filhos aos campos de batalha e ainda não se deram conta do perigo. Estão presenteando-os com armas silenciosas e modernas. Há famílias que estão se autodestruindo. Quando perceberem, se ainda estivermos vivos nesta guerra, estaremos lá para ajudá-los na libertação dessas almas perdidas. É assim que é, e assim será.

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