É preciso descentralizar a cultura

Facebook
WhatsApp

Um dos grandes desafios da educação, hodiernamente, é transformar os alunos em leitores. Eu poderia escrever, no decorrer desta lauda, vários dados que comprovam o déficit que o nosso país tem, quando o assunto é leitura. Infelizmente, jogaram toda essa responsabilidade na escola. É lá que se deve aguçar, no aluno, o interesse pelos livros. A família, não de uma forma generalizada, investe num celular de última geração, mas reclama do preço do livro. Investem no conforto de suas tecnologias, mas não conseguem explanar o poder que um livro proporciona para o desenvolvimento pessoal e social dos seus filhos.

Mas não pensem que este incentivo cabe apenas à escola. Na verdade, faltam políticas públicas. Somos uma cidade com cerca de 50 mil habitantes com uma única biblioteca municipal localizada, também, no único espaço cultural da cidade. Segundo dados do IBGE, a nossa área territorial é de 346,950 km2 . Por toda esta expansão territorial, eu repito, temos um único espaço para eventos culturais e uma única biblioteca. Indubitavelmente, irão usar a biblioteca das escolas – como argumento – a fim de que evitem a sua expansão. Ora, quem voltaria à escola – depois de uma quantidade enorme de aula – para saborear do conhecimento de um bom livro? Não é atrativo e se não atrai, não se forma leitores.

É preciso descentralizar. A cultura e o livro devem ecoar em todos os bairros desta cidade. Crianças e jovens precisam de um espaço para desfrutar da leitura de um bom livro. Precisam de um espaço acolhedor que possa receber toda a família. Quem mora nos bairros mais afastados da cidade não tem acesso à cultura ( ao meu ver, de qualidade ) que se propaga por aqui,devido a distancia que precisam percorrer para acessá-la. Não é democrática, porque o difícil acesso impede o adito do seu consumo.

Não é uma crítica. Trata-se de uma sugestão: deveria ter uma biblioteca e um espaço cultural em todos os bairros da cidade. Creio que tu, querido leitor, concordaria comigo. Basta pensarmos juntos: onde acontecem os eventos culturais da cidade? Ou é no centro cívico ou, na praça central. Repito: é preciso descentralizar. Juro que já tentei algo semelhante num determinado bairro que já morei. Tentei fazer uma parceria com a associação dos moradores. Minha ideia era uma biblioteca aberta à população. Eu iria captar livros de casa em casa para compô-la. Entretanto, era uma luta solitária. Lutar para se construir leitores não é um trabalho sozinho. Envolve muita luta. Infelizmente, poucos estão dispostos a encarar. É por isso que a gente sangra na educação. Ninguém quer e os que querem sangram sozinhos. Eu sangro, mas eu tento. Posso sair derrotado, mas desta luta eu não fujo.

Registrando

DESTAQUE

No sábado, 15 de março, os alunos do Projeto Social Jiu-Jitsu Universitário brilharam na Copa Espaço Insano de Jiu-Jitsu Infantil,

CASA NOVA

Há oito anos presente no comércio montealtense, o empresário Rangel Castro inaugurou na manhã de sábado, 15, as novas instalações

38 ANOS DA COMANDER CALÇADOS

Inaugurada na esquina das ruas Nhonhô Livramento e Rui Barbosa, a Comander Calçados iniciou sua história no comércio lojista de

MAIS FOLIAS PELA CIDADE

Ainda sobre a folia montealtense, outros dois estabelecimentos da cidade realizaram seus próprios ‘Carnavais’. No sábado, 1 de março, o

Caminho da Fé 2025

Serras, trilhas, sol, chuva, lama… tudo isso faz parte do Caminho da Fé, um percurso desafiador que, há mais de