Docência: uma eterna infantaria

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Um professor sempre foi linha de frente numa batalha. Para um país que ainda não ascendeu na educação, o responsável por ela sempre lutou numa infantaria. Acordar cedo para ir ao trabalho portando livros e giz é o mesmo que se preparar para uma guerra. O professor vive neste inferno há tempos. Ao contrário das guerras, ele salva vidas, espalha esperança e acende oportunidades onde não mais se enxergava. A todo o momento, é metralhado pelo sistema que não o valoriza. Sofre um ataque de adjetivos que o desqualifica e o coloca numa profunda tristeza em saber que os seus esforços, às vezes, tem sido em vão. Mas, como todo bom soldado, sempre volta curado para começar um novo dia. Não carrega cicatrizes; transforma-as em aprendizado. Não carrega mágoas porque os seus alunos carregam mágoas piores. Coloca um sorriso no rosto, porque sabe da tristeza que os discentes carregam em algumas tristes histórias. Não se deixa abater pelo cansaço, pois sabe da sua responsabilidade na linha de frente de uma guerra. Não se acovarda porque é um herói perante aqueles que o admiram e o respeitam. Ele luta com sabedoria e a usa para se defender.
Um professor não distribui armas para os que o cercam; compartilha conhecimento. Ensina a não viver uma guerra de verdade e a enfrentar a guerra da vida para aqueles desprovidos de família, renda e instrução. Encaminha os seus soldados para um futuro que jamais pensariam que fossem ter. Assim, vai digladiando contra um sistema que ainda não se achou num campo de batalhas. O professor sempre foi infantaria. Sempre foi o primeiro a tomar os tiros verbais, mas nunca desistiu da sua luta. Enquanto houver profissionais engajados com a causa educacional, a educação nunca sangrará. Andar-nos-emos vestidos e armados com as armas da sabedoria para que os nossos inimigos, tendo pés não nos alcancem, tendo mãos não nos peguem, tendo olhos não nos vejam, e nem em pensamentos eles possam nos fazer mal. Armas políticas o nosso corpo não alcançarão, facas e lanças se quebrem sem o nosso corpo tocar, cordas e correntes se arrebentem sem o nosso corpo amarrar. Seguir-nos-emos defendendo o indefensável, o inimaginável, o impossível. A nossa infantaria jamais será derrubada. Que assim seja!um ciclo.

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