As várias cordas do Carrapicho

Facebook
WhatsApp

Eu sou arte. Eu amo a arte. Eu sou música. Eu amo a música. Eu sou as cores. Eu amo a pintura. Eu sou o escriba. Sou admirador dos artistas que não só destacam pelo seu talento, mas também pela humildade. A música te conduz a uma sapiência que somente aqueles que a têm na alma sabem do que eu estou falando. Grandes músicos possuem grandes poderes. Grandes poderes exigem muita humildade. Quando comecei nos primeiros acordes do cavaquinho, sempre ouvia falar o nome Carrapicho de Araraquara. Para mim, cavaquinhistas e bandolinistas só havia em São Paulo e no Rio de Janeiro. Foi no início da ascensão dos vídeos nas principais plataformas que eu conheci a musicalidade deste araraquarense talentoso. Até então, apenas um músico. No vídeo, o primeiro a que eu assisti, uma execução angelical do choro “1 x 0” de Pixinguinha. Seus dedos corriam pelas cordas de uma forma tão natural e espontânea pelo braço do bandolim que até parecia um diálogo entre o músico e o instrumento. O “bandola” estava personificado. Cantava as notas. Músico e instrumento num corpo só. O amálgama perfeito para quem admira a boa música.

Tempos depois, tive a oportunidade de fazer algumas aulas com o Carrapicho. Foi a partir dos seus ensinamentos que eu conheci o homem por de trás daquele minúsculo instrumento. Uma humildade que se equipara ao seu talento. Um coração que mal cabe no peito. Um pai exemplar. Uma pessoa ímpar de sorriso fácil e gentil com todos que querem atenção. Uma referência para o mundo do samba e dos apaixonados por cavaquinho. Um profissional que vem ganhando o seu espaço entre os grandes nomes deste gênero. E ele mora logo ali. É do interior e nos representa muito bem ao tocar seu violão, cavaquinho e bandolim. É nosso, é do interior paulista.

Grandes talentos devem ser homenageados em vida. O interior paulista precisa olhar para esses nomes que se destacam pelo Brasil e pelo exterior, mas que não perdem suas essências e suas origens. É por isso que são grandes. Somente aqueles que respeitam suas raízes e o seu povo é quem ganham a admiração. Exaltamos tanta bestialidade e futilidade que os talentos divinos passam despercebidos. A prática da boa cultura deve ser discutida na escola. Há tantos outros Carrapichos e outros tantos Elóis – também músico araraquarense – espalhados por ai, mas que não ganham o seu devido espaço, porque a exaltação do banal está enraizada na nossa sociedade. Felizes são aqueles que amam a boa arte, a boa música e são propagadores da cultura. Axé!

Registrando

DESTAQUE

No sábado, 15 de março, os alunos do Projeto Social Jiu-Jitsu Universitário brilharam na Copa Espaço Insano de Jiu-Jitsu Infantil,

CASA NOVA

Há oito anos presente no comércio montealtense, o empresário Rangel Castro inaugurou na manhã de sábado, 15, as novas instalações

38 ANOS DA COMANDER CALÇADOS

Inaugurada na esquina das ruas Nhonhô Livramento e Rui Barbosa, a Comander Calçados iniciou sua história no comércio lojista de

MAIS FOLIAS PELA CIDADE

Ainda sobre a folia montealtense, outros dois estabelecimentos da cidade realizaram seus próprios ‘Carnavais’. No sábado, 1 de março, o

Caminho da Fé 2025

Serras, trilhas, sol, chuva, lama… tudo isso faz parte do Caminho da Fé, um percurso desafiador que, há mais de