As aparências enganam (e a internet também!)

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Podemos chamar de primeira impressão, de empatia ou de percepção. Todos nós elaboramos um primeiro julgamento a partir de nossas primeiras impressões – seja quando conhecemos alguém ou um lugar.
A primeira impressão é aquela que formamos baseada no visual, na beleza e na aparência externa. Na postura e vestimenta, por exemplo, quando conhecemos alguém e na decoração ou limpeza, quando se trata de um ambiente. Se perguntarmos para uma pessoa o que ela achou de alguém que ela conheceu ou de um lugar novo em que foi – independente do tempo em que esta permaneceu com este alguém ou no local – vamos ter um relato primordialmente baseado na aparência e no pré-julgamento que fazemos a partir de nossos gostos e nos conceitos que cada um julga importante internamente, formados a partir das convicções pessoais, morais e sociais.
Após desenvolvermos uma primeira impressão e quando temos a chance de manter um contato mais prolongado com a situação nova é que realmente começamos a estabelecer avaliações mais concretas e realistas. Isto acontece quando observamos com mais tempo uma atitude ou um local, a dinâmica das atividades que se passam ali e quando travamos maior conhecimento com a pessoa ou com que o ambiente tem, realmente, a oferecer.
O primeiro julgamento, formado a partir das primeiras impressões, pode se confirmar ou não. Geralmente, não se confirma por completo. Acertamos em alguns aspectos e erramos em outros. Por vezes, erramos completamente e, em poucas oportunidades, estabelecemos uma primeira avaliação certeira. Algumas pessoas possuem a habilidade de enxergar mais em menos tempo e montar um quadro da situação nova mais condizente com a realidade, outras costumam se equivocar com mais freqüência e, geralmente, estabelecem julgamentos preconceituosos e errôneos ou se iludem facilmente.
A lógica infantil explica bem o que nós, adultos, também fazemos todos os dias sem perceber. Quando você questiona uma criança o porquê de não aceitar um determinado alimento ela vai responder por que não gosta, quando você pergunta se ela experimentou vai dizer que não e quando você vai tentar entender isto percebe que ela utilizou todas as primeiras observações que não lhe agradaram: a cor, o aspecto da comida ou o cheiro, por exemplo.
O julgamento pela aparência é o pré-requisito para o preconceito. Quando olhamos somente para o exterior – para o que nos parece belo ou feio, suntuoso ou simples – cometemos o grande erro de estabelecer valores superficiais e o pior, transmitir isto adiante para outros adultos e para nossas crianças. Quando avaliamos a importância de uma pessoa pelas suas roupas, pelo seu carro ou pela sua casa, corremos o risco de nos decepcionar imensamente e também deixar de conhecer alguém muito especial que poderia ter um papel importante em nossas vidas.
A primeira impressão que temos quando apresentados à uma situação nova faz parte do desenvolvimento normal do indivíduo e é, sim, importante para as avaliações que faremos posteriormente. O que não podemos esquecer é que um conjunto de fatores, que só poderão ser compreendidos e entendidos com um olhar mais aberto e aprofundado, influencia na avaliação real de um fato ou de uma situação.
Para usar um exemplo atualíssimo, podemos utilizar as redes sociais. O que vemos na grande parte das vezes? Imagens belíssimas, palavras bonitas, vidas perfeitas e famílias felizes. Chegamos a ficar frustrados ou insatisfeitos com a nossa própria situação porque parece que, para usar uma expressão antiga, a grama do vizinho sempre é mais verde. O jardim mais enfeitado, a flores crescem mais “floridas” e são até mais perfumadas!
Mas, se olharmos com mais profundidade, se tivermos oportunidade de conhecer a história de cada uma destas pessoas, veremos que todos são gente como a gente! Temos problemas, somos felizes, mas também somos tristes. Rimos mas também choramos. A diferença é que só é bonito mostrar o que é mais aceito ou o que comove. Aí está um prato cheio para os preconceitos e julgamentos, tanto no sentido positivo quanto negativo.
Portanto, como bom exercício de cidadania e respeito ao próximo e a si mesmo: se não conhecer não fale, se não souber ou não entender a situação não julgue e se sua opinião não for pedida ou acrescentar algo de bom para alguém ou para a solução de um problema, é melhor ficar quieto. Viva mais a sua vida, evolua dentro de você e faça como seu coração e sua história pede independente do que pensa os posts do Sr. Facebook ou os stories do Sr. Instagram.

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