Arrebatamento

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Desconheço histórias bíblicas, mas ao mesmo tempo creio num Deus pai todo poderoso. É em cima desta crença que reflito sobre o atual cenário mundial. Já ouvi falar sobre o arrebatamento bíblico: os salvos que estão vivos serão levados para o céu, junto de Jesus, sem morrerem. Nunca me aprofundei no assunto; apenas li e assisti a algum filme com esta temática. Se existe uma veracidade nestes escritos, creio que esta citação de Tessalonicenses 4:17 esta acontecendo de outra forma.

Há tanta gente boa partindo para o céu e alimentando a terra com as suas frias carnes que deve haver, em terras divinas, uma aglomeração de boas almas. O mundo sofre com a dor da partida. Banha suas terras em lágrimas. Sofrimento e lágrimas são necessários para transformar o mundo moderno e o mundo que virá daqui para frente. Os que ficam estão incumbidos de transverter este mundo num lugar melhor. Aqueles que já se foram fizeram a sua parte, e a mão divina considerou o trabalho feito por eles suficiente. Nós, corpo e alma, devemos continuar para que, quando aqueles reencarnarem, possam aproveitar de um mundo que tanto queriam transmutar. Somos os escolhidos para que esta metamorfose aconteça. Nossos entes estão enterrados para alimentar as terras; nossas lágrimas servem para banhá-las.

A consequência da dor da passagem são frutos de esperança: um mundo melhor, sábio e abastado de bondade e solidariedade. Nada se aprende na alegria; tudo se adquire na dor. Somos consequências das lutas que travamos, da bondade que fazemos e de um mundo que nos importamos. Toda esta doação acaba se tornando um ciclo. Creio que o atual momento que serve para fechá-lo, assim como ocorreu nos tempos idos entre 1918 a 1920; gripe espanhola.Olhe a educação: ela sangra. Há uma defasagem enorme. Foi preciso aprender pela dor para que valorizássemos os profissionais responsáveis pelo pilar que rege uma nação. Nós enterramos alguns estereótipos e suplicamos para que os nossos filhos voltem a ter contato com o professor. A educação também sofreu um arrebatamento, mas o seu alicerce continua enterrado para que renasça do pranto do homem. A sua ressurreição se dará quando nos dermos conta que escola não é depósito de criança e que professor não é tio (a) e nem babá. Que as mesmas lágrimas que banham estas terras em busca da esperança possam molhar os solos educacionais. Talvez, se isto acontecer, nunca mais precisaremos passar por um novo arrebatamento, porque um povo instruído e que valoriza a escola e o docente é um povo que cuida do lar, da vida, da terra e do ser humano que nela habita.

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